
Amsterdam, capital dos Países Baixos (cujo governo do país avisou em 2022 que a Holanda agora será somente chamada de Nederland) surgiu de um pequeno povoado de pescadores, como todas as cidades que ao longo da história se desenvolveram ao lado do mar.

História de Amsterdam e Países Baixos
País riquíssimo, os Países Baixos teve origem no século XII com a construção de um dique (dam) sobre o rio Amstel deu nome ao povoado aí assentado, os Amsteldam, tornaram-se em 1 358 parte da Liga Hanseática e começaram a se destacar como centro comercial no norte da Europa.

Carlos V da Espanha herdou os Países Baixos de sua avó Maria, da Casa Ducal de Borgonha, vejam só que herança maravilhosa. A dependência da Espanha e o descobrimento do Mundo Novo abriram novas oportunidades a Amsterdam, que se tornou o segundo maior porto do mundo, atrás apenas de Lisboa. Nessa época o comércio de armas, grãos e especiarias procedentes da Índia, começaram a ser o comércio da cidade.

Os Países Baixos pertenciam ao Império Espanhol, mas o Conselho de Regência de Filipe II rompeu com os nobres locais, que foram excluídos do governo. Altos impostos, desemprego e temores da perseguição católica contra os calvinistas criaram uma perigosa oposição, esmagada pelo duque de Alba em 1567 com um reino de terror e pesada tributação.

Seguiu-se uma revolta liberal iniciada por Guilherme, o Taciturno, que evitou batalhas campais com as forças espanholas, explorando estrategicamente seu conhecimento da região. Em 1648, a Guerra terminou com o Tratado de Münster, que fez parte da Paz de Vestfália, que também terminou a Guerra dos 30 anos.

Em 1580, com a união da Espanha e de Portugal, Amsterdam teve que procurar novos fornecedores chegando as Antilhas. Em 1609 foi criado o Banco de Amsterdam seguindo o estilo do banco de Veneza, o que desenvolveu o comércio. Amsterdam se tornou o centro financeiro mais poderoso do mundo com uma bolsa funcionando diariamente.


O século XVII é considerado o Primeiro Século de Ouro de Amsterdam e foi nessa época foi construída a Prefeitura da Praça de Dam e a cidade foi residência de intelectuais e artistas que, fugindo das guerras que assolavam a Europa, se refugiaram na próspera cidade, entre eles : Rembrandt, Spinoza, Descartes. Em 1632 foi criada a Academia de Amsterdam.


Com a chegada dos judeus expulsos da Espanha e de outras zonas dos Países Baixos Espanhóis, Amsterdam se tornou o centro internacional de pedras e metais preciosos. A aristocracia mercantil controlava a cidade e, para defender seus interesses, em duas ocasiões chegou a romper os diques da cidade. Da primeira vez, para se opor a Guilherme II e a segunda a Luís XIV da França.

Em 1602 se estabeleceu em Amsterdam a sede da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Seu tráfico colonial abarcava meio mundo, em concorrência com ingleses, espanhóis e portugueses. Em 1664 foi criada em Amsterdam a Companhia das Índias Ocidentais, que se destacou pelo transporte de escravos entre África e América.

Até o final do século XII, pela concorrência com os ingleses, os Países Baixos começaram a perder poder e o controle de suas colônias. Além disso, Amsterdam perdeu poder político a favor de Haia. Guerras contra a Inglaterra, as tropas prussianas e francesas colocaram um ponto final em dois séculos de intensa prosperidade.

Origem do Nome Países Baixos
Em 1810, Napoleão invadiu os Países Baixos e Amsterdam se tornou sua capital. A invasão afetou seu comércio, que pagou muito caro pelo bloqueio internacional.
Depois da derrota das tropas francesas, o Congresso de Viena de 1815 criou o novo Reino Unido dos Países Baixos, que incorporou a Bélgica e Luxemburgo. Amsterdam se manteve como capital do novo país. Em 1830, os belgas se rebelaram e conquistaram a independência. Pouco depois, Luxemburgo faria o mesmo.

As Grandes Guerras
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Holanda se manteve neutra e desejavam também manter-se neutros na Segunda Guerra, mas as tropas nazistas não o invadiram o país em 10 de maio de 1940.

Com uma intensa perseguição aos judeus, o país invadido deportou 100 mil judeus aos campos de extermínio, cuja vítima mais conhecida foi Anne Frank.
Atualmente
Hoje em dia Amsterdam perdeu a importância comercial que teve devido ao porto de Rotterdam, além de ter cedido poder político a Haia, a atual capital econômica dos Países Baixos.

Aeroporto Amsterdam-Schiphol
Amsterdam é uma das cidades com mais conexões da Europa. Por terra, mar e ar se pode chegar facilmente à capital holandesa. O Aeroporto de Amsterdam-Schiphol é o aeroporto mais importante dos Países Baixos.

Movimentadíssimo, o aeroporto recebe voos diretos de São Paulo e Rio de Janeiro para Amsterdã (a KLM). As maiores companhias low cost que voam para Amsterdam são:

Localizado a apenas 15 quilômetros de Amsterdam, recebe mais de 68 milhões de passageiros ao ano, convertendo-se no terceiro com maior tráfego da Europa.

O Schiphol é um dos aeroportos com mais tráfego internacional e muitos voos com destino à Ásia fazem escala em Amsterdam.

Estatisticamente, o Schiphol é o terceiro aeroporto da Europa em tráfego aéreo, atrás do Heathrow (Londres) e Charles de Gaulle (Paris).

Em 2019, mais de 71 milhões de passageiros passaram pelos seus terminais.
O Aeroporto de Amsterdam-Schiphol é o aeroporto mais importante dos Países Baixos. Está situado 15 quilômetros a sudoeste de Amsterdam e nele chegam voos de quase 100 linhas aéreas.

Como ir até a área central de Amsterdam:
- Trem é a forma mais rápida e barata de chegar no centro de Amsterdam. Saem trens constantemente de Schiphol e levam entre 15 e 20 minutos para chegar na Estação Central. O preço é de €4,20 e você deverá pagar €1 mais pelo cartão (Smart card).

- Ônibus são mais demorados e mais e é mais caro, por isso só recomendaríamos se você quiser chegar diretamente a algum lugar específico em Amsterdam.
- Serviço de transfer: Que um motorista lhe espere no aeroporto com um cartaz com o seu nome é a opção mais cômoda, especialmente se você não souber inglês. Você pode reservar o serviço de transfer em Tudo sobre Amsterdam.
- Táxi: Se você viaja com várias pessoas ou tem muitas malas, um táxi é sempre uma solução muito cômoda. O preço do aeroporto até os hotéis no centro é de aproximadamente €50.

Centraal Station Amsterdam (trens)
A outra maneira muito mais tranquila é chegar de trem, vindos de outras cidades dos Países Baixos ou da Europa. A Centraal Station Amsterdã é a grande estação de trens que está localizada na parte central da cidade. Uma verdadeira comodidade.

A Estação Central de Amsterdam, construída no final do século XIX em estilo neorrenascentista, foi desenhada pelo mesmo arquiteto criador do Rijksmuseum e sua para sua construção foi necessário construir três ilhas artificiais e usar mais de oito mil pilares de madeira para sujeitar a estrutura.

A Centraal Station está muito perto do centro da cidade e dela chegam e partem trens que conectam Amsterdam com toda a Europa. Também chegam trens de Haia, Rotterdam, Utresch e diversas outras cidades do interior dos Países Baixos.

Da Estação Central de Amsterdam também saem todas as linhas de bonde e é possível que você chegue nela para fazer alguma baldeação.

A estação também conta com uma estação de metrô. Ao lado da Estação Central está a estação de ônibus, onde você pode pegar o ônibus para chegar a cidades vizinhas, como Volendam ou Marken.

Para poupar muito se estiver viajando de 2 a 7 pessoas, compre o bilhete grupo da NS, que vale a partir das 9h em dias de semana e nos fins de semana inicia às 6h e encerra-se a 24h. A lógica é a seguinte, quanto mais gente viajar , mais barato fica.

Mas atenção, o bilhete de grupo só é válido para um trecho na mesma direção. Então deve-se comprar um bilhete ida e outro bilhete para a volta. Mas vale muito a economia.

Preço
- 2 pessoas 34€ (17,00€ por pessoa)
- 3 pessoas 34€ (11,33€ por pessoa)
- 4 pessoas 38€ (9,50€ por pessoa)
- 5 pessoas 42€ (8,40€ por pessoa)
- 6 pessoas 46€ (7,67€ por pessoa)
- 7 pessoas 50€ (7,15€ por pessoa)

Como se locomover:
Amsterdam é uma cidade feita para o transporte público, já que a dificuldade para circular pelo centro da cidade e o alto custo dos estacionamentos fazem com que os holandeses pensem duas vezes antes de usar um carro.

Se há algo que caracteriza Amsterdam, além das bicicletas são os bondes que percorrem a cidade. Atualmente circulam pela capital holandesa 200 bondes em 14 linhas e são rápidos e fáceis de usar.

Linhas de tram que saem da Estação Central:
- Linhas 1, 2 e 5: Percorrem lugares com a Praça Dam, Spui, o Museu Histórico ou Begijnhof e depois se dividem. As linhas 2 e 5 chegam ao Rijksmuseum e o Museu Van Gogh e a linha 1 segue pelo Vondelpark.

- Linha 9: Da Estação Central passa por pontos turísticos como a Praça Dam, Spui, Praça de Rembrandt, o Hortus Botanicus, o Museu da Resistência, o Zoológico Artis e o Tropenmuseum.
- Linhas 13 e 17: Perfeitas para visitar Westerkerk, Westermarkt e a Casa da Anne Frank.

Ônibus:
As 12 linhas de ônibus noturnosoperam das 00h30 às 06hs e chegam a todos os pontos da cidade, sendo o transporte recomendado para evitar ter que pegar um táxi. O preço de uma passagem simples é de €3,20 durante o dia e €4,50 durante a noite. Com os diferentes abonos de transporte, você poderá economizar. Indico a NS, copanhia nacional ferroviária que aluga bicicletas (clique aqui). Locações a partir de € 4,45 por dia por bicicleta.

Bicicleta
A bicicleta é o meio de transporte favorito dos holandeses e é algo que, uma vez que se conhece a cidade, se entende perfeitamente. Se você quer se locomover como os nativos, nada melhor que alugar uma bicicleta em Amsterdam. O preço é de uns€12 por dia e inclui seguro.

Metrô
O metrô só é necessário se você se hospedou muito longe do centro, o tram resolve a vida de quem circula na região central e trem para quem vai para o aeroporto. A rede de metrô conta com 5 linhas e mais de 86 trens. O horário do metrô de Amsterdam édas 6hs às 12h30 da noite. A frequência média é a cada 10 minutos. O preço de uma passagem simples é de €3,20. As linhas de metrô são:
- Linha 50: Gein – Isolatorweg.
- Linha 51: Estação Central – Westwijk.
- Linha 52: Zuid – Noord.
- Linha 53: Estação Central – Gaasperplas.
- Linha 55: Estação Central – Gein.
Táxis
Fuja dos táxis de Amsterdam pois são provavelmente os mais caros da Europa. O preço médio de um trajeto curto pelo centro de Amsterdam dificilmente fica abaixo dos €20.

Onde ficar:
Amsterdam, a incrível e divertida capital dos Países Baixos, é uma das cidades mais caras da Europa o que a torna praticamente inviável para se passar uma temporada, devido sua alta procura para turismo, principalmente nos fins de semana qusando jovens da Europa inteira vão para a cidade. Esse turismo para se divertir na tolerante Amsterdam, elevou seus seus hotéis, albergues e hospedagens a preços proibitivos e estratosféricos.
Dificilmente você encontrará um hotel apenas razoável por menos de R$ 2.500,00 na área central. É realmente uma extorsão, a tal da lei da oferta e procura. Muita gente querendo curtir Amsterdam fez as locações e hospedagem em níveis somente comparáveis a São Francisco, eu diria.

Na primeira vez que visitei Amsterdã com meu marido, ficamos hospedados num ótimo hotel na incrível Milha dos Museus. Já em setembro de 2022, com minhas duas irmãs ficamos 24 horas na cidade, numa espelunca caríssima, mas bem no meio do Red Light District (quarto triplo, apertado, sem café da manhã e sem banheiro no quarto e o compartilhado era medonho).

Pagamos R$ 1.500,00 uma diária em fim de semana e com reserva mais de dois meses antes. E não havia oferta razoável de hospedagem tamanha a procura nos fins de semana e no verão. Já em outubro retornei com minha família (marido, filho, irmã, cunhado e sobrinha) e fizemos um bate-e-volta para passar o dia, vindos de trem da Alemanha, logo na fronteira com os Países Baixos, saindo às 6h e chegando antes das 9h na cidade.

A dica é que se os preços dos hotéis e aluguéis forem aquela facadas monte seu acampamento em uma cidade alternativa, como Haia, Rotterdam e Haarlem, que ficam entre 30 e 40 minutos de trem e cujos hotéis como Ibis e outros no mesmo nível custam R$ 500,00 para três pessoas.
Dica: Foi então que encontrei o Ibis Amsterdam Centre, ao lado da estação Centraal, de onde partem os trens.
Onde comprar:

Em Amsterdam não falta comércio. Se você quer bater perna nas lojas de departamentos como Zara, H&M, Pull&Bear, Stradivarius, Mango, etc…, o local é o calçadão Kalverstraat, onde você acha todas aas lojas mais populares.

Por aqui também existem outras lojas como a Lego, a Doceria Captain Candy, a de cosméticos Khiel’s.

Para comprar lembrancinhas como camisetas, imãs de geladeira, canecas, cinzeiros, placas, tamancos de madeira, copos e todo que é tipo de e souvenires que desejar é o Bloemenmarkt, o mercado flutuante que fica na Singelstraat.


Além de todas essas lembrancinhas as lojas flutuantes vendem flores frescas e secas, tulipas artesanais de madeira, sementes, et…



As lojas mais descoladas e diferentonas, criativas e as boutiques ficam no bairro Jordaan, bairro à oeste da cidade.

Esse é o melhor bairro para ficar caminhando e olhando as vitrines.

Comer barato:
Amsterdam é uma cidade cara para comer em restautrantes, mas não faltam opções. As mais descoladas são no Jordaan, as mais caça turistas e em conta no Leidseplein, a região mais barata e com comidinha razoável é a Chinatown de Amsterdam, próximo ao Bairro da Luz Vermelha.

Mas passar por Amsterdam e ao menos não provar o a comidinha de baixo custo do Febo é passar em branco na capital do país. Prove o tradicional croquete que é vendido em máquinas forninhos, nas quais você deposita uma moeda e retira de um pequeno compartimento a iguaria que se apresenta “quentinha” e crocante. Não esquece de pedir mostarda escura para acompanhar!

O clássico de Amsterdam e todo Países Baixos é o mercado de cores “azulzinho”, o supermercado mais pop do país. O Albert Heijn (AH) está espalhado em toda Amsterdam, você encontra em formato “to go” onde pode comprar lanches salgados, saladas, sanduíches prontos, sushis, massas frias e doces, cafés na máquina para já sair comendo, no estilo take away. Além disse sempre tem uma geladeira de cervejas locais, belgas e alemãs, refrigerantes, sucos prontos gelados (em alguns faltam). Por aqui você vai encontrar uma variedade de marcas, produtos e sessões especiais com comidas típicas da Holanda. Dá para poupar um bocado comprando comidinhas no supermercado.

Você também vai encontrar no centro de Amsterdam o formato tradicional, supermercado maior. Em ambos (to go ou formato tradicional) você encontra produtos indicados como típicos da região, uma variedade de iogurtes e saladas bem servidas por um preço convidativo, aproximadamente 3,50€. Aliás, os queijos do AH são maravilhosos e muito baratos se comparados ao Brasil.
Dica: todas as sacolas por aqui são cobradas, cerca de 0,10€
Endereços: Elandsgracht 13 A, 1016 TM / Damrak 89, 1012 LP / Nieuwmarkt 18, 1012 / Prins Hendrikkade 20, 1012 / É possivel encontrar um Albert Heijn muito bem estruturado no saguão do aeroporto Schipol.
Horário: 8h às 22h
